terça-feira, 22 de novembro de 2011

Henriette III


Onde encontrar
tal força para partir
e deixar-te
se ainda quero-te aqui?

Como posso dizer-te
"não te amo"
se minhas faces rubras
ao fitar-te
mentem-me
minha mentira?

Minha Flor da Primavera,
onde os campos já se despedem
com folhas amarelas
e ressequidas a cair...
Partirei sim, minha doce amada
sem teu abraço, sem teu sorriso,
só tua lembrança
e essa amargura
do nosso amor impossível.

Amo-te tanto!
Mas juntos não poderemos
ficar nem um minuto.
Teus braços pertencem a outrem
e eu tenho que
acostumar-me sem eles.

Deixo-te.
Henriette...
Deixo-te aqui para sempre.
E contigo a vida fica,
extingue-se.
Por que longe de ti
não há vida,
um vazio oco de mim.

Vou embora
Vou partir
Para sempre
Muito longe...
Adeus!
Adeus!
Adeus, Henriette!

Adeus! Adeus!
Adeus... para sempre...

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