Opa!
Poesia
Demais
Para
Ele.
Melhor
Parar.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Fraternidade Transformada
Em ti começam e encerram todos os problemas meus.
Afastando-me ou agragando-me aos braços teus.
Queria um amor compartilhado, não mutilado, despedaçado
onde só eu possuo as peças e você as deixa de lado.
Por que temos que por isso passar?
Não poderíamos apenas nos amar?
Mas não! Essa fraternidade separadora!
Fingimos estar bem, nessa ilusão sonhadora.
Estou eu aqui, sonhando contigo.
Você aí, sonhando sem mim...
Por saber, meu coração está partido.
Você num dilema, um labirinto sem fim...
Eu só queria unir duas pessoas
que se gostam, todos disso sabem
A fraternidade podia só se transformar
Teríamos tantas coisas bonitas e boas,
risos, beijos, momentos, meu amor, meu bem...
Se você deixasse essa idéia de amor em ti brotar.
*****
Eu não acredito que eu fiz outro Soneto! Deus! O que está acontecendo comigo? Sonetos? Isso nunca foi meu forte! Quem é que tá me influenciando agora? Quem? Quem é esse espírito que tem se aproximado de mim ultimamente? Geralmente tenho a escrita inflamda, desenfreada e rasgadas pelas palavras. Mas essas últimas tem sido comedidas, pensadas, metrificadas... O que se passa comigo?
Afastando-me ou agragando-me aos braços teus.
Queria um amor compartilhado, não mutilado, despedaçado
onde só eu possuo as peças e você as deixa de lado.
Por que temos que por isso passar?
Não poderíamos apenas nos amar?
Mas não! Essa fraternidade separadora!
Fingimos estar bem, nessa ilusão sonhadora.
Estou eu aqui, sonhando contigo.
Você aí, sonhando sem mim...
Por saber, meu coração está partido.
Você num dilema, um labirinto sem fim...
Eu só queria unir duas pessoas
que se gostam, todos disso sabem
A fraternidade podia só se transformar
Teríamos tantas coisas bonitas e boas,
risos, beijos, momentos, meu amor, meu bem...
Se você deixasse essa idéia de amor em ti brotar.
*****
Eu não acredito que eu fiz outro Soneto! Deus! O que está acontecendo comigo? Sonetos? Isso nunca foi meu forte! Quem é que tá me influenciando agora? Quem? Quem é esse espírito que tem se aproximado de mim ultimamente? Geralmente tenho a escrita inflamda, desenfreada e rasgadas pelas palavras. Mas essas últimas tem sido comedidas, pensadas, metrificadas... O que se passa comigo?
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Soneto?
Sempre que chego finjo ser alguém
Uma pessoa comum, sem destacar-te
Mas o coração no meu peito arde
Pois desse impossível amor é refém
Teus cabelos castanhos ondulados
Tua voz profunda e desconcertante,
meu coração do compasso fica parado
e meus passos até ti são vacilantes
Fraternidade entre nós é existente.
Fácil. Qualquer um isso sente.
Difícil mesmo é ao amor te convencer
Fazer-te conseguir enxergar
Deixar a amizade, fazer-te amar
Pra sempre comigo permanecer.
****
Soneto? Uma das regras eu consegui - 14 versos. Dois quartetos e dois tercetos.
Mas ele todo ser decassílabo? Isso é muito difícil. A primera estrofe sim, mas o restante...
Mas é um "surto criativo" regularizado.
Uma pessoa comum, sem destacar-te
Mas o coração no meu peito arde
Pois desse impossível amor é refém
Teus cabelos castanhos ondulados
Tua voz profunda e desconcertante,
meu coração do compasso fica parado
e meus passos até ti são vacilantes
Fraternidade entre nós é existente.
Fácil. Qualquer um isso sente.
Difícil mesmo é ao amor te convencer
Fazer-te conseguir enxergar
Deixar a amizade, fazer-te amar
Pra sempre comigo permanecer.
****
Soneto? Uma das regras eu consegui - 14 versos. Dois quartetos e dois tercetos.
Mas ele todo ser decassílabo? Isso é muito difícil. A primera estrofe sim, mas o restante...
Mas é um "surto criativo" regularizado.
Metade verdade, metade mentira
Ainda sinto o coração pulsar quando você chega.
Ainda sinto medo quando você não sorri,
quando você diz estar mais ou menos.
Eu ainda acho o seu cabelo castanho um proeza.
Eu ainda sinto o corpo tremer quando ouço a sua voz.
Eu ainda sinto o coração perder o compasso quando você me olha,
mesmo eu sabendo que você não sente assim,
que sou eu que invento...
sou só eu que sinto...
Eu só queria ser alguém que traz felicidade pra você,
ser aquele coisa que tá faltando,
aquilo que mais se deseja,
a pessoa que completa de maneira amorosa.
Sei que sentis de maneira fraterna...
Isso é bom, isso é lindo, eu quero isso.
O problema é querer um pouquinho mais.
Sei que não sou um troféu bonito para mostrar,
mas eu teria outras coisas que muitos troféus não tem para oferecer,
pois que são vazios.
Mas tudo, mais do que provavelmente, inevitavelmente...
faz parte somente da minha vontade de ser feliz contigo e
não daquilo que você também quer.
Então, calo-me.
Finjo ser bom só ouvir-te,
ter que olhar teus ombros e não poder recostar-me romanticamente neles,
ver teus belos cabelos e não acarinha-los na profundidade dos meus dedos,
ver teus lábios e ter vontade de chorar
por que eles eu não posso beijar...
Sentir o coração perder o compasso, tentar encontrar outro ritmo do teu lado
e não poder dizer toda a poesia de amor que há aqui,
só pra você.
Então, vou treinando uma fraternidade fingida.
Confessadamente fingida, pois a cada dia que te vejo,
eu tenho que mentir pra mim e pros outros que somos amigos.
Da sua parte sim.
Da minha parte também.
Mas da minha parte é metade verdade, metade mentira.
Ainda sinto medo quando você não sorri,
quando você diz estar mais ou menos.
Eu ainda acho o seu cabelo castanho um proeza.
Eu ainda sinto o corpo tremer quando ouço a sua voz.
Eu ainda sinto o coração perder o compasso quando você me olha,
mesmo eu sabendo que você não sente assim,
que sou eu que invento...
sou só eu que sinto...
Eu só queria ser alguém que traz felicidade pra você,
ser aquele coisa que tá faltando,
aquilo que mais se deseja,
a pessoa que completa de maneira amorosa.
Sei que sentis de maneira fraterna...
Isso é bom, isso é lindo, eu quero isso.
O problema é querer um pouquinho mais.
Sei que não sou um troféu bonito para mostrar,
mas eu teria outras coisas que muitos troféus não tem para oferecer,
pois que são vazios.
Mas tudo, mais do que provavelmente, inevitavelmente...
faz parte somente da minha vontade de ser feliz contigo e
não daquilo que você também quer.
Então, calo-me.
Finjo ser bom só ouvir-te,
ter que olhar teus ombros e não poder recostar-me romanticamente neles,
ver teus belos cabelos e não acarinha-los na profundidade dos meus dedos,
ver teus lábios e ter vontade de chorar
por que eles eu não posso beijar...
Sentir o coração perder o compasso, tentar encontrar outro ritmo do teu lado
e não poder dizer toda a poesia de amor que há aqui,
só pra você.
Então, vou treinando uma fraternidade fingida.
Confessadamente fingida, pois a cada dia que te vejo,
eu tenho que mentir pra mim e pros outros que somos amigos.
Da sua parte sim.
Da minha parte também.
Mas da minha parte é metade verdade, metade mentira.
sábado, 25 de setembro de 2010
Será o início de uma história?
Hoje, sem querer, me vi criando um personagem do nada.
Tinha uma criança aqui em casa que queria desesperadamente abrir o meu armário, mas eu não estava afim de abrir... não tinha nada demais, eu já abri o armário pra ela antes, mas hoje eu não tava com vontade... mas o "surto criativo - espanta criança" apareceu e eu criei uma fada.
Uma fada que mora dentro do meu armário.
Ainda tô trabalhando nos detalhes físicos dela, no porquê dela só poder aparecer a noite. E que ela tem uma peculiaridade - durante o dia (por causa da luz do sol) ela fica invisível. Sim, é uma questão física de sua pele. Mas a noite ela brilha e gosta de dançar pra mim antes de eu dormir.
Você acredita que eu já escrevi três páginas sobre uma única fada? E "pior" do que isso. Peguei um biscuit aqui de casa e modelei essa fadinha! A danadinha tá ficando bonitinha! Agora ela tá colando... secando...
Quando tiver tudo pronto, eu vou pintá-la e depois colocar spray para brilhar no escuro. Quando tudo tiver pronto, eu vou convidar essa digníssima criança pra vir aqui em casa. Vou contar a história e finalmente mostrar a fadinha que mora no meu armário.
Isso tudo é culpa do livro que eu tô lendo (é uma série).
Tô lendo os livros : "Coração de Tinta", "Sangue de Tinta" e "Morte de Tinta".
Se você gosta de história de fantasias, fadas, doentes, cuspidores de fogo, magos, vilões, contadores de histórias.... vai adorar esses três livros. Eu tô no segundo livro. São livros grandes. O segundo tem 560 páginas e o terceiro tem 530 por aí... são grandes, mas são deliciosos!
É gostoso criar, sabia?
Tô pensando seriamente em criar uma história maior.
Tinha uma criança aqui em casa que queria desesperadamente abrir o meu armário, mas eu não estava afim de abrir... não tinha nada demais, eu já abri o armário pra ela antes, mas hoje eu não tava com vontade... mas o "surto criativo - espanta criança" apareceu e eu criei uma fada.
Uma fada que mora dentro do meu armário.
Ainda tô trabalhando nos detalhes físicos dela, no porquê dela só poder aparecer a noite. E que ela tem uma peculiaridade - durante o dia (por causa da luz do sol) ela fica invisível. Sim, é uma questão física de sua pele. Mas a noite ela brilha e gosta de dançar pra mim antes de eu dormir.
Você acredita que eu já escrevi três páginas sobre uma única fada? E "pior" do que isso. Peguei um biscuit aqui de casa e modelei essa fadinha! A danadinha tá ficando bonitinha! Agora ela tá colando... secando...
Quando tiver tudo pronto, eu vou pintá-la e depois colocar spray para brilhar no escuro. Quando tudo tiver pronto, eu vou convidar essa digníssima criança pra vir aqui em casa. Vou contar a história e finalmente mostrar a fadinha que mora no meu armário.
Isso tudo é culpa do livro que eu tô lendo (é uma série).
Tô lendo os livros : "Coração de Tinta", "Sangue de Tinta" e "Morte de Tinta".
Se você gosta de história de fantasias, fadas, doentes, cuspidores de fogo, magos, vilões, contadores de histórias.... vai adorar esses três livros. Eu tô no segundo livro. São livros grandes. O segundo tem 560 páginas e o terceiro tem 530 por aí... são grandes, mas são deliciosos!
É gostoso criar, sabia?
Tô pensando seriamente em criar uma história maior.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Eu não tenho paciência...
Eu não tenho paciência pra quem prefere nota 10 no boletim do que um verdadeiro aprendizado.
Eu não tenho paciência pra mulher que veste roupa vulgar, mesmo tento conhecimento suficiente pra saber que tá parecendo uma puta e ainda achar que é pura.
Eu não tenho mais paciência pra "amizade" que não quer o meu bem.
Eu não tenho paciência com político. Principalmente com aqueles que arrumam a praça e deixam as escolas caindo aos pedaços.
Eu não tenho paciência pra sair todo final de semana.
Não tenho paciência pra ficar horas no telefone.
Não tenho saco pra dar atenção à pessoas carentes de atenção.
Não sou sensível, nem insensível... eu sou só meio termo.
Não é a todo mundo que eu gosto de abraçar.
Nem toda pele é gostosa ao toque.
Infelizmente algumas peles são gostosas demais.
Não tenho paciência pra garoto sem maturidade,
daqueles que se chega junto e ele dá pra traz.
Não tenho paciência pra homem que quer comer aqui e lá. Que trai a mulher e a amante ao mesmo tempo. Pra esse, eu tenho menos paciência do que todo o restante. Pensar que uma mulher com princípios como eu vou me compactuar/sujeitar/rebaixar ao ponto de aceitar ser amante declaradamente e não pensar o quanto é ruim saber que a pessoa que se ama está com outra. Como se eu já não tivesse chorado o bastante por pessoas que resolveram deixar meu coração no vácuo.
Eu não tenho paciência pra nhênhênhê de mulherzinha e sim, eu prefiro estudar/trabalhar/conviver/ter amizade com homens. A amizade feminina está reservada para um número seleto de pessoas. Um número que cabe na palma da mão. De uma das mãos e não das duas. (Se eu contar a amizade masculina terei que usar os dedos das mãos e dos pés!)
Eu não tenho paciência pra piadinhas sexuais sem graças. Principalmente quando funcionam pra me zoar, me diminuir e me fazer sentir excluída.
Eu não suporto uniforme. Sim, eu tenho ojeriza a farda, uniforme. Respeito quem gosta, mas não me obrigue a usar farda. Nunca. Nem na festa a fantasia.
As vezes eu não suporto a minha insegurança e a minha dificuldade em escolher. Essa minha indecisão é terrível. Deve ser porque sou egoísta demais e quero sempre as duas coisas tornando a "missão" de escolher entre uma deles um momento terrível e sofrível.
Entre a luz e as trevas, eu estou no crepúsculo.
Aquele momento em que fica difícil dizer se ainda tá dia ou se já está noite.
Em que o céu ganha tonalidades maravilhosas de azul, rosa e dourado pra chegar o negro da noite salpicadinha de estrelas e com uma lua brilhante que me faz sempre suspirar.
Eu não ando tendo paciência pra não ser artista.
Enjoei desse mundo tão competitivo. Eu não quero vencer! Eu quero seguir com.
Pra quê chegar primeiro se eu vou chegar sozinha?
Eu não tenho paciência pra essas coisas!
Eu não tenho paciência pra mulher que veste roupa vulgar, mesmo tento conhecimento suficiente pra saber que tá parecendo uma puta e ainda achar que é pura.
Eu não tenho mais paciência pra "amizade" que não quer o meu bem.
Eu não tenho paciência com político. Principalmente com aqueles que arrumam a praça e deixam as escolas caindo aos pedaços.
Eu não tenho paciência pra sair todo final de semana.
Não tenho paciência pra ficar horas no telefone.
Não tenho saco pra dar atenção à pessoas carentes de atenção.
Não sou sensível, nem insensível... eu sou só meio termo.
Não é a todo mundo que eu gosto de abraçar.
Nem toda pele é gostosa ao toque.
Infelizmente algumas peles são gostosas demais.
Não tenho paciência pra garoto sem maturidade,
daqueles que se chega junto e ele dá pra traz.
Não tenho paciência pra homem que quer comer aqui e lá. Que trai a mulher e a amante ao mesmo tempo. Pra esse, eu tenho menos paciência do que todo o restante. Pensar que uma mulher com princípios como eu vou me compactuar/sujeitar/rebaixar ao ponto de aceitar ser amante declaradamente e não pensar o quanto é ruim saber que a pessoa que se ama está com outra. Como se eu já não tivesse chorado o bastante por pessoas que resolveram deixar meu coração no vácuo.
Eu não tenho paciência pra nhênhênhê de mulherzinha e sim, eu prefiro estudar/trabalhar/conviver/ter amizade com homens. A amizade feminina está reservada para um número seleto de pessoas. Um número que cabe na palma da mão. De uma das mãos e não das duas. (Se eu contar a amizade masculina terei que usar os dedos das mãos e dos pés!)
Eu não tenho paciência pra piadinhas sexuais sem graças. Principalmente quando funcionam pra me zoar, me diminuir e me fazer sentir excluída.
Eu não suporto uniforme. Sim, eu tenho ojeriza a farda, uniforme. Respeito quem gosta, mas não me obrigue a usar farda. Nunca. Nem na festa a fantasia.
As vezes eu não suporto a minha insegurança e a minha dificuldade em escolher. Essa minha indecisão é terrível. Deve ser porque sou egoísta demais e quero sempre as duas coisas tornando a "missão" de escolher entre uma deles um momento terrível e sofrível.
Entre a luz e as trevas, eu estou no crepúsculo.
Aquele momento em que fica difícil dizer se ainda tá dia ou se já está noite.
Em que o céu ganha tonalidades maravilhosas de azul, rosa e dourado pra chegar o negro da noite salpicadinha de estrelas e com uma lua brilhante que me faz sempre suspirar.
Eu não ando tendo paciência pra não ser artista.
Enjoei desse mundo tão competitivo. Eu não quero vencer! Eu quero seguir com.
Pra quê chegar primeiro se eu vou chegar sozinha?
Eu não tenho paciência pra essas coisas!
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Tua pele ainda é tão boa pra tocar...
Teu cheiro ainda é agradável pra mim...
Mas se eu tivesse que voltar a te amar...
Teria que fazer muito esforço
e esquecer todas as lágrimas,
toda tristeza que eu passei...
Mas pra esquecer,
você tinha que fazer esforço
e demonstrar um pouquinho de amor...
Se temos só amizade,
eu não estou mais chateada,
mas não significa que eu tenha
realmente esquecido.
Pelo menos me sinto bem contigo...
conversar, rir, te olhar cantar
me faz bem
e não me sinto mal contigo.
Ficou sendo uma amizade serena...
calma. Não me dá espectativas,
não me faz chorar nem sofrer.
Isso tá bom pra mim.
Teu cheiro ainda é agradável pra mim...
Mas se eu tivesse que voltar a te amar...
Teria que fazer muito esforço
e esquecer todas as lágrimas,
toda tristeza que eu passei...
Mas pra esquecer,
você tinha que fazer esforço
e demonstrar um pouquinho de amor...
Se temos só amizade,
eu não estou mais chateada,
mas não significa que eu tenha
realmente esquecido.
Pelo menos me sinto bem contigo...
conversar, rir, te olhar cantar
me faz bem
e não me sinto mal contigo.
Ficou sendo uma amizade serena...
calma. Não me dá espectativas,
não me faz chorar nem sofrer.
Isso tá bom pra mim.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Não há como ultrapassar essa fronteira...
Se eu soubesse um jeito
de fazer você gostar de mim...
Uma mágica, uma bebida,
uma dança, uma música,
uma imagem, uma poesia...
não sei.
Se eu não sou suficiente,
alguma coisa que eu fizesse...
podia dar uma força,
despertar em você
o que em mim há de sobra.
Mas que desvairio!
Obrigá-lo de alguma maneira artificial
a amar...
Eu só queria juntar duas almas que estão sozinhas,
se entendem, se sorriem, se alegram juntas,
mas não se beijam, não se cariciam, não dão as mãos...
Juntas e ao mesmo tempo não.
Desculpe!
Desculpe!
Não há como ultrapassar essa fronteira...
Eu já sei...
de fazer você gostar de mim...
Uma mágica, uma bebida,
uma dança, uma música,
uma imagem, uma poesia...
não sei.
Se eu não sou suficiente,
alguma coisa que eu fizesse...
podia dar uma força,
despertar em você
o que em mim há de sobra.
Mas que desvairio!
Obrigá-lo de alguma maneira artificial
a amar...
Eu só queria juntar duas almas que estão sozinhas,
se entendem, se sorriem, se alegram juntas,
mas não se beijam, não se cariciam, não dão as mãos...
Juntas e ao mesmo tempo não.
Desculpe!
Desculpe!
Não há como ultrapassar essa fronteira...
Eu já sei...
Não. A imagem também não vai convencer...
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Foi tudo mentira!
O último post foi tudo mentira!
Eu não encontrei ninguém.
Pensei que se inventasse alguém,
um momento,
uma situação
ficaria mais fácil esquecer teus olhos castanhos.
Mas eu os vi em todos os olhos
pelos quais eu cruzei.
E em menos de um dia eu desisti
de mentir pra vc, pra mim, pra todo mundo.
Por que ainda é só você que dorme e acorda
enrolado comigo, nos meus sonhos e pensamentos.
Eu só queria que você fizesse/quisesse
alguma coisa consistente.
Outros já teriam aproveitado do meu amor,
tomariam meus beijos, minhas carícias
nem que fosse por uma vez...
E é aí a linha tênue entre o que
eu acho estritamente correto
e o que o meu corpo e coração querem...
Eu não posso nem dizer que te roubei um beijo.
Só posso dizer que roubei teu cheiro,
do teu sorriso durante as minhas gracinhas,
um pouco da tua pele nos abraços de fraternidade fingida.
Eu não ando triste, não ando chorosa.
Não. Só um pouco vazia.
Eu só queria ser feliz por um beijo, uma carícia, um momentinho de segundo.
Algo que eu pudesse me lembrar de ter feito
e não algo que eu gostaria que tivesse acontecido por um minuto.
Mas... o que uma alma perturbada como a minha pode fazer?
Lutar contra um sentimento que será de outra criatura.
Assistir a felicidade alheia nos teus braços, nos teus lábios
que eu tanto quis, mas não poderão ser mais meus...
como já não são... como nunca foram.
Siga seu caminho. Sei que será em outros braços,
outros lábios, outros olhares...
Uma luta que eu já entrei perdendo...
Outra que vai ganhar o meu prêmio,
a minha felicidade, os meus beijos,
os meus carinhos, os meus momentos...
Eu não encontrei ninguém.
Pensei que se inventasse alguém,
um momento,
uma situação
ficaria mais fácil esquecer teus olhos castanhos.
Mas eu os vi em todos os olhos
pelos quais eu cruzei.
E em menos de um dia eu desisti
de mentir pra vc, pra mim, pra todo mundo.
Por que ainda é só você que dorme e acorda
enrolado comigo, nos meus sonhos e pensamentos.
Eu só queria que você fizesse/quisesse
alguma coisa consistente.
Outros já teriam aproveitado do meu amor,
tomariam meus beijos, minhas carícias
nem que fosse por uma vez...
E é aí a linha tênue entre o que
eu acho estritamente correto
e o que o meu corpo e coração querem...
Eu não posso nem dizer que te roubei um beijo.
Só posso dizer que roubei teu cheiro,
do teu sorriso durante as minhas gracinhas,
um pouco da tua pele nos abraços de fraternidade fingida.
Eu não ando triste, não ando chorosa.
Não. Só um pouco vazia.
Eu só queria ser feliz por um beijo, uma carícia, um momentinho de segundo.
Algo que eu pudesse me lembrar de ter feito
e não algo que eu gostaria que tivesse acontecido por um minuto.
Mas... o que uma alma perturbada como a minha pode fazer?
Lutar contra um sentimento que será de outra criatura.
Assistir a felicidade alheia nos teus braços, nos teus lábios
que eu tanto quis, mas não poderão ser mais meus...
como já não são... como nunca foram.
Siga seu caminho. Sei que será em outros braços,
outros lábios, outros olhares...
Uma luta que eu já entrei perdendo...
Outra que vai ganhar o meu prêmio,
a minha felicidade, os meus beijos,
os meus carinhos, os meus momentos...
Conversa tola de trem
E sem acreditar ou/e esperar
você apareceu pra mim.
Sabe que eu não tava esperando?
Você chegou quando
as portas se abriram em Cascadura.
No calor do Rio de Janeiro,
eu senti mais calor ainda
quando nossos olhos se cruzaram.
Do olhar e pelo olhar,
meu coração perdeu o compasso,
quase tropeçou, mudou um pouco de lugar
e veio parar aqui na garganta,
batendo forte, gritando pra pular no teu colo.
E foram esses teus olhos negros,
compostos juntamente com uma pele morena e macia
de sorriso largo e branco que fez
eu perder a noção do dia, do espaço.
E num sorriso imediato,
num perguntar de horas,
numa conversa tola de trem,
você descobriu onde me encontrar...
Agora é só me encontrar.
você apareceu pra mim.
Sabe que eu não tava esperando?
Você chegou quando
as portas se abriram em Cascadura.
No calor do Rio de Janeiro,
eu senti mais calor ainda
quando nossos olhos se cruzaram.
Do olhar e pelo olhar,
meu coração perdeu o compasso,
quase tropeçou, mudou um pouco de lugar
e veio parar aqui na garganta,
batendo forte, gritando pra pular no teu colo.
E foram esses teus olhos negros,
compostos juntamente com uma pele morena e macia
de sorriso largo e branco que fez
eu perder a noção do dia, do espaço.
E num sorriso imediato,
num perguntar de horas,
numa conversa tola de trem,
você descobriu onde me encontrar...
Agora é só me encontrar.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Quartas Feiras
Saudade.
Palavra paroxítona.
Lembra saudar,
tem algo semelhante a
solidariedade, fraternidade, paternidade, profundidade...
qualquercoisa-dade.
Uma palavra mediana.
Nem grande.
Nem pequena.
Mas que dói assim numa quarta feira,
no meio da semana.
Uma coisinha chata
que faz você sentir saudade
de quem não devia fazer drama pela ausência,
quem não merecia destaque no vazio,
nem holofote no não-estar.
Mas quando bate essa saudade...
não há sinônimo ou tradução
que descreva a falta
que você me faz nessas quartas feiras...
------- (pós poema, reflexões, constatações... dê o nome que quiser)
Saudade, mesmo sabendo que não seremos amantes.
Saudade, mesmo sabendo que seremos apenas amigos.
Saudade, mesmo sabendo que sentirei ciúmes de você.
Saudade, mesmo sabendo que ainda me alimento de migalhas imaginárias.
Saudade de você, mesmo você não sentindo a mesma saudade.
Saudade, saudade, saudade. Da voz, da cor do cabelo, das mãos compridas, das pintinhas espalhadas pela pele, do senso de humor, do abraço de chegada e de saída, do silêncio, do quando eu ainda vibro quando estou perto e do quanto me sinto maluca mandando meu coração se calar/acalmar/desenlouquecer e deixar de pensar nisso.
Saudade é um bicho incontrolável. Vem e não pergunta se a gente a quer por perto.
Palavra paroxítona.
Lembra saudar,
tem algo semelhante a
solidariedade, fraternidade, paternidade, profundidade...
qualquercoisa-dade.
Uma palavra mediana.
Nem grande.
Nem pequena.
Mas que dói assim numa quarta feira,
no meio da semana.
Uma coisinha chata
que faz você sentir saudade
de quem não devia fazer drama pela ausência,
quem não merecia destaque no vazio,
nem holofote no não-estar.
Mas quando bate essa saudade...
não há sinônimo ou tradução
que descreva a falta
que você me faz nessas quartas feiras...
------- (pós poema, reflexões, constatações... dê o nome que quiser)
Saudade, mesmo sabendo que não seremos amantes.
Saudade, mesmo sabendo que seremos apenas amigos.
Saudade, mesmo sabendo que sentirei ciúmes de você.
Saudade, mesmo sabendo que ainda me alimento de migalhas imaginárias.
Saudade de você, mesmo você não sentindo a mesma saudade.
Saudade, saudade, saudade. Da voz, da cor do cabelo, das mãos compridas, das pintinhas espalhadas pela pele, do senso de humor, do abraço de chegada e de saída, do silêncio, do quando eu ainda vibro quando estou perto e do quanto me sinto maluca mandando meu coração se calar/acalmar/desenlouquecer e deixar de pensar nisso.
Saudade é um bicho incontrolável. Vem e não pergunta se a gente a quer por perto.
domingo, 22 de agosto de 2010
Desde antes de você vir,
eu já te espero, anseio por ti.
Eu já desejo te abraçar,
acarinhar e beijar-te todo!
Te esperar em mim
será ansiedade e felicidade,
tudo junto.
Eu não tenho como fazer
você vir até mim agora,
mas mesmo assim...
ansiosamente eu já te espero
perto de mim.
Parece até que vejo teus olhinhos brilhando
só por me ver ou ouvir,
me procurar entre as pessoas
pra achar o meu sorriso amoroso.
Poder te ver dormir e
contigo adormecer tranquila.
Já posso sentir o calor do teu abraço,
o carinho da sua voz
e a felicidade que teremos juntos
quando finalmente você chegar.
Me diz, filho,
quando você vai fazer essa viagem para reencarnar?
* * * * * Mãe
eu já te espero, anseio por ti.
Eu já desejo te abraçar,
acarinhar e beijar-te todo!
Te esperar em mim
será ansiedade e felicidade,
tudo junto.
Eu não tenho como fazer
você vir até mim agora,
mas mesmo assim...
ansiosamente eu já te espero
perto de mim.
Parece até que vejo teus olhinhos brilhando
só por me ver ou ouvir,
me procurar entre as pessoas
pra achar o meu sorriso amoroso.
Poder te ver dormir e
contigo adormecer tranquila.
Já posso sentir o calor do teu abraço,
o carinho da sua voz
e a felicidade que teremos juntos
quando finalmente você chegar.
Me diz, filho,
quando você vai fazer essa viagem para reencarnar?
* * * * * Mãe
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Eu acho que não consigo...
Eu tinha decido não falar de amor/paixão sobre ele... mas eu estou me sentindo tão mal, como se eu fosse uma bomba que não pudesse explodir! Ou que tá prestes a explodir!
Eu estou sim aos poucos me conformando com o fato de que não seremos um casal de namoradinhos, mas seremos eternos amigos que se amam. Eu tô aprendendo a não ter um ataque quando eu percebo o olhar de alguma menina pra cima dele... ou o olhar dele pra cima de alguma garota (ou até a idéia de alguém de que algo possa acontecer pela proximidade...). Mas isso não significa que eu não goste, que eu não sinta ciúmes, que eu seja passiva... não sou, só vou ficar calada e deixar ele viver a vida sentimental dele sem tanta influência minha.
Senti ciúmes por não interpretar ao lado dele? Claro! Mas eu achei que seria muita cara de pau minha me jogar nesse papel (que eu não queria) só pra estar mais tempo com ele. Ele não é obrigado a estar comigo o tempo todo, ele não é meu marido! Por isso, resolvi fazer o que eu queria fazer como se ele não estivesse por perto. E claro, deixá-lo fazer o que quer sem a minha influência.
Gostar do olhar que ela "jogou" pra cima dele? Das falas de "meu bem, meu nego, minha linda"? Claro que não. Queria eu ouví-las e dizê-las, mas também achei apelativo me forçar a ouvir e dizer tais coisas... por isso não me coloquei a frente para tal papel...
Eu já não tenho chorado por causa dele, mas infelizmente ainda tenho sonhado e me perguntado porque ele, meu paizinho do céu. E cada vez que me pego imaginando... eu páro e penso "xi, mulé, deixa o moleque em paz, vá pensar outra coisa". Pra ver se essa paixonite (classifique-a juntamente com as sinusites, poliomelite, burcite....) dá um tempo...
Eu não posso ficar nessa pra sempre, até porque eu não quero obrigá-lo (ou intimidá-lo) a gostar, a sentir, a sentir-se culpado, amargurado ou tímido em gostar de outra pessoa que é de nosso convívio. Ciúmes eu vou sentir de qualquer jeito, mas saber que ele vai ficar feliz com quem ele escolher... já me deixará mais aliviada. (Que ele não arrume alguém ciumento que reclame da nossa amizade... isso é que eu não quero!)
Mas eu preciso expressar! Se não eu vou explodir! Desculpe...
*****
Quando você chega
vem e abraça
parte de mim é inocente
e a outra parte, mulher.
Se você encontra alguém conhecido
abraça e sorri,
uma parte, eu tenho alegria,
por outro lado obscuro...
um ciúme profundo.
Uma parte de mim te quer por perto
A outra bem longe de mim.
Em todas as partes há alegria e tristeza.
Alegria e tristeza
existem tanto na proximidade
quanto na distância.
Viver no mundo com você
requer de mim
sorrisos e lágrimas,
ou melhor, expressando a dualidade
que trago dentro de mim,
são lágrimas sorridentes
e sorrisos chorosos que
tenho em relação à você.
(18.08.2010 - tarde, no trem)
Eu estou sim aos poucos me conformando com o fato de que não seremos um casal de namoradinhos, mas seremos eternos amigos que se amam. Eu tô aprendendo a não ter um ataque quando eu percebo o olhar de alguma menina pra cima dele... ou o olhar dele pra cima de alguma garota (ou até a idéia de alguém de que algo possa acontecer pela proximidade...). Mas isso não significa que eu não goste, que eu não sinta ciúmes, que eu seja passiva... não sou, só vou ficar calada e deixar ele viver a vida sentimental dele sem tanta influência minha.
Senti ciúmes por não interpretar ao lado dele? Claro! Mas eu achei que seria muita cara de pau minha me jogar nesse papel (que eu não queria) só pra estar mais tempo com ele. Ele não é obrigado a estar comigo o tempo todo, ele não é meu marido! Por isso, resolvi fazer o que eu queria fazer como se ele não estivesse por perto. E claro, deixá-lo fazer o que quer sem a minha influência.
Gostar do olhar que ela "jogou" pra cima dele? Das falas de "meu bem, meu nego, minha linda"? Claro que não. Queria eu ouví-las e dizê-las, mas também achei apelativo me forçar a ouvir e dizer tais coisas... por isso não me coloquei a frente para tal papel...
Eu já não tenho chorado por causa dele, mas infelizmente ainda tenho sonhado e me perguntado porque ele, meu paizinho do céu. E cada vez que me pego imaginando... eu páro e penso "xi, mulé, deixa o moleque em paz, vá pensar outra coisa". Pra ver se essa paixonite (classifique-a juntamente com as sinusites, poliomelite, burcite....) dá um tempo...
Eu não posso ficar nessa pra sempre, até porque eu não quero obrigá-lo (ou intimidá-lo) a gostar, a sentir, a sentir-se culpado, amargurado ou tímido em gostar de outra pessoa que é de nosso convívio. Ciúmes eu vou sentir de qualquer jeito, mas saber que ele vai ficar feliz com quem ele escolher... já me deixará mais aliviada. (Que ele não arrume alguém ciumento que reclame da nossa amizade... isso é que eu não quero!)
Mas eu preciso expressar! Se não eu vou explodir! Desculpe...
*****
Quando você chega
vem e abraça
parte de mim é inocente
e a outra parte, mulher.
Se você encontra alguém conhecido
abraça e sorri,
uma parte, eu tenho alegria,
por outro lado obscuro...
um ciúme profundo.
Uma parte de mim te quer por perto
A outra bem longe de mim.
Em todas as partes há alegria e tristeza.
Alegria e tristeza
existem tanto na proximidade
quanto na distância.
Viver no mundo com você
requer de mim
sorrisos e lágrimas,
ou melhor, expressando a dualidade
que trago dentro de mim,
são lágrimas sorridentes
e sorrisos chorosos que
tenho em relação à você.
(18.08.2010 - tarde, no trem)
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