domingo, 22 de abril de 2007

Eu quero dançar o momento...


(Imagem retirada do site:http://katrina.com.sapo.pt)


Eu quero dançar o momento
e sentir seu corpo
numa conexão intensa com o meu.
Eu quero ver teus olhos
e através do olhar,
mergulhar minha alma na tua.
Eu quero segurar tua mão
e que ela acaricie meu corpo
em erupção de desejos.
Eu quero me pôr frente a frente,
de igual pra igual
com teu corpo;
e com movimentos ondulatórios
unirmo-nos de suor libidinoso...
Eu quero tuas pernas
entrelaçadas nas minhas
para que eu não perca
o teu compasso, o teu molejo,
o teu ritmo...
Eu quero invadir teus pensamentos à noite...
Eu quero explorar teus sonhos...
Fazer você enxergar a verdadeira mulher
que há em mim...
Eu quero que você entenda
que eu te desejo.
Eu quero que você sinta
o meu corpo quente,
a minha língua úmida
e a minha boca macia.
Eu quero explorar tua pele
até os limites do prazer...
Eu quero conhecer os recantos
do seu corpo,
lugares desconhecidos, até, pra você.
Eu quero ser sua...
Hoje.
_________________Carla Luz

Ai! Ai! Depois desse poema deu até um calor!
E uma vontade louca de dançar zouk... por que será?
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Ah! A poesia.... A gente dança pra escrever... escreve pra sentir vontade de dançar... dança pra se sentir viva e com sangue apimentado correndo nas veias...
Certas pessoas (como professores de zouk, por exemplo) despertam o afrodisíaco natural que há dentro da gente, botam pimenta no sangue, aumentam a temperatura corporal ao limite máximo permitido... Ai... a dança.... ai... ai... (e quantos suspiros!)

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Posts novos

Posts novos.... outro dia...

Eu não tô com vontade de postar coisas novas no momento. Então, pediria para todos para darem uma olhada nos arquivos. Dê uma olhadinha, leia outra vez as poesias, os textos...
Eu tô falando isso hoje, pode ser que amanhã eu tenha vontade de postar algo, mas hoje não. Hoje não tem poesia.
Hoje eu só estou pra dançar,
pra forró
pra soltinho
pra bolero
pra samba
pra salsa
e para zouk (pra zouk então!!)
Nos últimos dias só tenho pensando em dançar, dançar e dançar sem limitações, sem interrupções. Eu só quero dançar.
Poesias, hoje não.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Inércia Profunda

Inércia Profunda

Desventuras do ser
amar sozinho como eu amo.
Assola-me o espírito
uma tristeza profunda
ver-te longe em
outros braços,
bebendo de outros lábios,
fazendo morada em
outro corpo
que não é o meu.
Ver-te longe de mim
é triste.
Ver que tuas mãos
entrelaçam-se em outras,
que teus olhos procuram
outras pupilas...
É horrível ver-te ir embora
pra nunca mais voltar
como a folha ao vento forte
pra longe... muito longe...
Como é triste saber que você
não vai voltar, nunca mais.
É um sentimento vazio,
além do desespero e da saudade.
É um não-sentimento,
e a Dor que fica é
demasiadamente grande
e purulenta,
uma dor que não machuca
a carne,
uma saudade que não
aperta o peito,
é uma tristeza que
não traz lágrimas.
É a realidade crua
da sua ida que
me paralisa
e me deixa numa
inércia profunda e má.
_________________Carla Luz

sábado, 7 de abril de 2007

Literatura e Sentimento

Literatura e Sentimento

Por que "os Poetas" são Poetas
e nós, meros desconhecidos?
Não me diga que é a fama,
não é exatamente isso.

As frases deles, nas gramáticas
estando certas ou erradas.
No caso deles é licença poética,
no nosso caso, é só burrada.

Será que um dia, por misericórdia,
depois de versos, canções, tanta luta;
Mesmo depois, todos mortos,
Acharemo-nos nos livros de literatura?

Não que eu queria a fama,
seria só um pouco de reconhecimento.
Não preciso estar na literatura,
mas, do leitor, no sentimento.
_______________________Carla Luz

terça-feira, 3 de abril de 2007

Qualquer lugar em teus braços é paraíso

Quando a gente coloca na cabeça que é poeta é uma m****. Não consigo fazer nada mais emocionante sem que as palavras comecem a brotar na minha mente e eu tenha que parar para colocá-las no papel.
Tudo me emociona e me leva às palavras e , também, às lágrimas. Tem horas que isso é um saco! Eu tenho que escrever sempre? Não posso sentir nada, não posso desejar, me encantar, ficar rubra que logo começa aquela avalanche de palavras e rimas, e sentimentos verbais! Acaba ficando bonito, mas cansa, eu fico exaurida.
Hoje, foi um exemplo disso.
Dancei e achei que estava nas nuvens, nos braços do meu cavalheiro (maravilhoso por sinal. Em todos os sentidos), me sentindo a rainha da cocada grega, quando as palavras começaram a surgir, e surgiram numa confusão e euforia que tive que sair da aula, ir na secretaria, pedir um papel, escrever pra, só assim, me acalmar um pouco. Meu Deus!
Mas o momento foi mágico... Ainda estou nas nuvens. Então lá vai as palavras que foram lá.
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Poucas vezes sentimo-nos
princesas.
Eu nunca havia
experimentado tal sensação.
Agora percebi que
teus braços morenos
me conduzem aos céus,
me transportam aos
contos de fadas, fazem
das nuvens chão
de meus pés.
Ah! Teus braços e
tua condução...
me levam à qualquer
lugar.
Qualquer lugar em teus braços
é paraíso.
___________________________ Carla Luz

Até na aula de dança há poesia. Depende do dançarino. Se ele tiver a alma infectada pela poesia, acontece isso. Cada passo é um verso.